A Verdade!

O vernáculo “verdade”, de acordo com o dicionário Houaiss disponibilizado no site UOL tem a definição “propriedade de estar conforme com os fatos ou a realidade”. Esse pensamento vem desde a filosofia grega com o mito da caverna platônico, passando pelo pensamento religioso de Santo Agostinho com o Cidade de Deus, chegando até o que eu escrevo aqui. Que no meu melhor conhecimento, enquanto isto escrevo, é o trabalho mais recente sobre a “verdade”.

Todas as idéias até agora formuladas partem do pressuposto que a “verdade” é uma das características da realidade, tal qual uniformidade também a é. Assim todo o problema não se encontra propriamente na “verdade” já que ela é um conceito – ou fato, como preferir – absoluto em si mesmo. Da mesma forma que os números também os são. O número 1 é 1 em qual lugar do universo, significando o mesmo para todos, independendo da vontade do indivíduo.

Portanto não sendo a “verdade” o centro do problema, só nos resta os indivíduos que a procuram.

Tudo relacionado sobre “verdade” está na nossa incapacidade de percebê-la direta, clara e integralmente. Então em nossa incapacidade está nossa desolação.

Podemos observar nossa incapacidade coletiva de perceber a “verdade” quando pensamos religião. Luta-se pelo monopólio da “verdade” religiosa como se com sangue, dor e sofrimento fossem as melhores ferramentas adequadas para o convencimento. E mesmo depois de milênios de provas em contrário, ainda não tentam de outra forma. Bem, pelo menos na maioria das fés estabelecidas.

Então como podemos chegar até a “verdade”? Já que o problema está em nossa incapacidade de percebê-la, reconhecendo isso deve existir uma maneira de mudar. Afinal da mesma forma de se pode sair de um corpo doente e sedentário e, por meio de atividades físicas, chegar até um corpo saudável e ativo, deve existir algo que podemos fazer para melhorar nossa percepção!

Infelizmente não há…

Somos totais e absolutamente solitários em nossas vidas. Estamos presos no nosso corpo e em nossas próprias percepções. Por exemplo, será que esse vermelho que você vê é o mesmo que eu vejo?! Será que você conseguiria explicar a um cego sobre aquele vermelho? O que será que ele entenderia? Como saber o que ele entendeu? Nós somos limitados por nossas palavras. E nela somos cerceados em dividir nossas percepções. Nos tornando únicos em nossas experiências, em nossas percepções. Micheal do canal do youtube VSAUCE fez um vídeo ano passado justamente sobre isso, está em inglês, e o link está aqui: Is Your Red The Same as My Red?

Então como podemos ao menos melhorar minha percepção da realidade?

O máximo que posso dividir é o que eu faço… abrir a mente.

Isso mesmo, abrir a mente. Ter acesso aos mais diversos pensamentos, conhecimentos e opiniões. Sendo nossa existência solitária, devemos desenclaustrar nossas mentes. Existe um mundo de pessoas com quem podemos aprender… Livros escritos ontem ou mesmo mil anos atrás são capazes de nos abrir a mente. A internet nos permite muito mais do que ter acesso a piadinhas, pornografia e fofocas. Nada contra, nem a favor disso tudo, apenas que podemos ir além… muito além.

Podemos ter acesso ao Mundo!!!

E como já disse Mark Twain em seu livro sobre sua viagem pela Europa e Terra Santa: Viajar é fatal para o preconceito, a intolerância, e estreiteza mental, e muitos de nós precisam urgentemente saber disso. Uma visão aberta, saudável e caridosa dos homens e das coisas não pode ser adquirida vegetando em sua única vida em um cantinho da terra.” Caso queira um – belo – desenho sobre essa citação, ofereço o que ZEN PENCILS fez.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s